Agronegócio de olho no Tecon Santos 10

Fonte: Redação Porto Livre Brasil
Imagem de um navio cargueiro gigantesco com várias caixas de contêineres coloridos no porto, preparado para carga e descarga, ambiente marítimo e céu parcialmente nublado.

O empreendimento do futuro megaterminal  coloca o litoral santista como ponto focal do maior projeto de arrendamento portuário em licitação no Brasil

Em 2026, as atenções do mercado agroexportador brasileiro estarão, mais do que nunca, voltadas para o Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. Tudo por conta do leilão do Tecon Santos 10 (STS 10), em cumprimento ao cronograma estabelecido entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O empreendimento é definido como o maior projeto de arrendamento portuário em licitação no Brasil – e essencial para o crescimento das operações de contêineres no porto santista.

Considerado o principal porto do Brasil em volume de movimentação de contêineres, abarcando 29% do comércio exterior brasileiro, o Porto de Santos se posicionará, com o projeto do STS 10, entre os 20 maiores complexos portuários do mundo. 

Estão previstos nos estudos das regras da licitação investimentos de R$6,45 bilhões, o que servirá para ampliar em 50% a capacidade instalada da zona portuária de Santos, elevando o Brasil da 45ª posição para a 15ª no ranking mundial de movimentação de contêineres. 

Mais do que apenas uma obra de infraestrutura de dimensões colossais, o novo terminal de contêineres já vem sendo considerado estratégico para um reposicionamento geopolítico brasileiro no comércio exterior. 

Para o setor abrangido pelos produtores e indústrias do agribusiness, a ampliação das atividades do Porto de Santos é uma questão vital. O complexo portuário santista registrou um recorde histórico de movimentação em 2025, totalizando 186,4 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% em relação a 2024, impulsionado pelas exportações do agronegócio. A soja liderou com 44,9 milhões de toneladas, seguida por açúcar (24,1 milhões) e milho (15,2 milhões), consolidando o porto como a principal saída de produtos agrícolas, segundo dados da Autoridade Portuária de Santos – APS.

No caso específico das movimentações em contêineres, também houve um crescimento de 7,7%, totalizando 5,9 milhões de TEU (unidade equivalente a 20 pés). Este desempenho representou um aumento de 3,6% sobre 2024, destacando a eficiência logística em meio à falta de capacidade ideal para o tamanho da demanda em Santos. É preciso, nesse cenário, resolver uma série de gargalos que atravancam o desenvolvimento exportador do País e dos produtos do agropecuário nacional.

Santos, novamente, foi o principal porto de embarque dos cafés do Brasil em 2025, com a remessa de 31,515 milhões de sacas ao exterior e representatividade de 78,7%. Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 17,7% do total, ao exportar 7,092 milhões de sacas, e o Porto de Paranaguá (PR), que enviou 371.342 sacas para fora do País (0,9%). Mas os atrasos e problemas de infraestrutura do setor impedem que os resultados sejam ainda melhores e que sacas de café, por exemplo, não fiquem paradas nos terminais sem embarque.

“Apesar dos recordes de exportação, a falta de estrutura adequada para cargas conteinerizadas nos portos brasileiros [de maneira geral] gerou um prejuízo de R$ 61,467 milhões aos nossos associados no acumulado do ano passado até novembro – dados mais recentes serão divulgados em breve –, devido a custos extras com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions, que são resultados do atraso nos embarques e das alterações de escalas dos navios”, afirma o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

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