Volta da dragagem do Itajaí-Açu representa avanço na competitividade portuária do país

Fonte: Redação Porto Livre Brasil

Especialistas afirmam que o serviço, que reiniciou neste sábado (04/04), é uma condição essencial para garantir a navegabilidade, a praticabilidade do canal e a regularidade das operações dos portos de Itajaí e Navegantes, reforçando a segurança operacional e a competitividade logística do complexo portuário no litoral norte de Santa Catarina

Foto: Site Porto de Itajaí

Após vários meses de impasses, com paralisações e reinícios, foi retomado no sábado, 4 de abril, o serviço de dragagem do rio Itajaí-Açu, em Santa Catarina (SC). A dragagem de manutenção do canal de acesso aquaviário consiste na remoção de sedimentos do leito do rio para aumentar a profundidade (também chamada de calado), melhorar o escoamento da água e permitir a navegação de embarcações maiores nos portos de Itajaí e Navegantes.

O serviço propicia a redução do custo global das operações portuárias locais, permitindo a operação de navios maiores (que são dependentes de uma dragagem adequada à capacidade de carga), o transporte de mais contêineres por viagem, além da redução de custo por contêiner.

Especialistas reconhecem que a dragagem é um pilar estratégico da competitividade portuária. Para eles, a falta de dragagem do canal faz o complexo portuário perder em escala. Já para o país, a dragagem no Itajaí-Açú significa manter linhas diretas Europa–Brasil e maximizar a eficiência logística do complexo portuário.

A operação teve início após a publicação no Diário Oficial da União da ordem de serviço 25/2026, da Codeba (Companhia Docas da Bahia), que confirmou o contrato com a empresa holandesa Van Oord, companhia especializada na atividade, garantindo maior previsibilidade para a manutenção do canal e para as operações portuárias nos próximos anos. O contrato tem vigência inicial de 12 meses e possibilidade de prorrogação por até 48 meses e envolve a cifra de R$ 63,8 milhões por ano.

Segundo cálculos de profundidade, o canal estava até 70 cm mais raso do que o ideal, com profundidade limitando o acesso de navios maiores. Com a dragagem e o consequente aumento do calado, deve haver um ganho de 10% a 30% de carga por navio.

De acordo com a engenheira civil e superintendente da dragagem na Van Oord, Stephanie Creato Souza, a operação foi iniciada com a dragagem por injeção de água, aproveitando a disponibilidade de berços no Porto de Itajaí para a retirada de materiais e o restabelecimento das cotas operacionais.

A retomada da dragagem no rio Itajaí-Açú não constitui apenas uma decisão técnica, mas passa também pela melhora na competitividade internacional dos portos de Itajaí e Navegantes, cujo complexo portuário está vinculado a cadeias globais de comércio.

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