“Nascemos há 19 anos como o primeiro terminal privado de contêineres do país”, diz Castilho

O diretor-superintendente administrativo da Portonave comemora quase duas décadas de atividade do terminal com um balanço positivo e um legado de excelência para Navegantes e o estado catarinense

Fonte: Redação Porto Livre Brasil
22 de outubro de 2026

 

Uma contribuição marcante para o desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina. É com essa certeza que Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente administrativo da Portonave, fala sobre a trajetória do terminal em uma entrevista para a TV Diarinho, na qual celebra os 19 anos de atividade do empreendimento portuário, comemorados nesta quarta-feira, dia 21 de outubro.

Em depoimento para o programa “Diz Aí”, apresentado pela jornalista Fran Marcon e tendo como convidado Robert Grantham, especialista no setor portuário e ex-diretor comercial do Porto de Itajaí, o principal executivo do TUP destacou o histórico do terminal, os desafios do setor  nestes 19 anos de atividade, a atuação social da empresa e os planos da Portonave para o futuro.

Inaugurado em 2007, em Navegantes (SC), na foz do rio Itajaí, o terminal Portonave é um dos maiores e mais eficientes complexos de movimentação de contêineres do Brasil, pertencente à empresa Terminal Investment Limited (TIL), com sede na Suíça. Em cerca de 400 mil m 2 de área, cais para atracação de grandes navios e uma câmara frigorífica automatizada e com temperatura controlada para atender frutas e carnes, o terminal está perto de concluir obra de expansão e modernização.

Líder nacional em produtividade por navios operados, a Portonave também se destaca pela alta velocidade no atendimento a embarcações e caminhões. Responde por uma fatia expressiva da movimentação de contêineres em Santa Catarina e no cenário nacional, impulsionando o comércio exterior e a economia de Navegantes e de cidades do entorno.

Ao comentar as maiores conquistas da Portonave ao longo dos anos, Castilho destacou que são muitos os motivos para comemorar, especialmente a evolução e crescimento da companhia. “O principal motivo é a gratificação de compor uma equipe fantástica, que nos garante um nível de excelência. Muitos foram os desafios de lá para cá. Há 19 anos, era um grande desafio tornar esse projeto uma realidade. A legislação e a regulação da época eram muito diferentes das que temos hoje”, destacou. “E como tudo o que é novo, foi necessário quebrar alguns paradigmas. Enfrentamos tudo isso ao longo da nossa trajetória. E hoje estamos entre os principais terminais privados de contêineres do país”.

Crescimento econômico e social da região catarinense

Vencidas as barreiras e implantado o primeiro modelo de terminal de uso privado do Brasil, TUP, a empresa deu tração ao desenvolvimento da cidade de Navegantes com crescimento na arrecadação de impostos, geração de emprego, investimentos sociais e a atração de inúmeros prestadores de serviço na margem direita do rio Itajaí-Açu.

“Temos uma relação porto-cidade muito boa, considerada uma das melhores do país. Os investimentos em infraestrutura trazem uma base de desenvolvimento para as cidades. Atraem novos investimentos e novas empresas. Quando começamos a nos instalar em Navegantes, o município tinha menos de 40 mil habitantes. Hoje, Navegantes já está perto de ter 100 mil”, enfatiza. “Navegantes era o 24º PIB do estado e, hoje, se aproxima do 13º PIB de Santa Catarina, com uma projeção de ficar entre as 10 maiores economias do estado nos próximos anos”, detalha.

Com navios operando entre carga e descarga durante as 24 horas do dia, o terminal de contêineres não para. Os trabalhadores diretos somam mais de 1400 que estão atuando desde portaria e segurança, passando por escritórios e manutenção até profissionais dedicados a operar sofisticados equipamentos como enormes portêiner usados para retirar ou colocar container nos navios.

As atividades da Portonave também demandam outros cerca de 5500 trabalhadores indiretos em diferentes áreas de serviços setoriais. “Essas são as grandes contribuições da Portonave para Navegantes e a região. Além disso, hoje nós somos responsáveis por algo perto de 9% de todos os contêineres movimentados no país”.

Para além dos resultados econômicos, Castilho destacou o impacto social da Portonave, onde cerca de 70% dos colaboradores residem na própria região. Esse vínculo motivou a criação do Instituto Portonave, que há 11 anos atua no desenvolvimento local. Em 2025, por exemplo, foram investidos mais de R$1,6 milhão em cerca de 70 projetos de inclusão, educação e cultura, atendendo cerca de 242 mil pessoas.

Os projetos abrangem desde a recuperação da restinga e dunas locais, a construção do Parque das Pedreiras até a primeira piscina pública do município. Na direção da formação profissional, o programa denominado Embarca Aí prepara jovens da comunidade para o setor portuário, ao mesmo tempo em que a iniciativa Porto para Elas impulsiona a inclusão feminina no mercado de trabalho. Agora, a Portonave já se prepara para comemorar as conquistas dos primeiros 20 anos em outubro de 2027.

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